Cinco pessoas são presas acusadas de queimar mulher em igreja evangélica

O mundo inteiro se chocou com a notícia de que uma mulher, de 25 anos, foi queimada viva por fanáticos religiosos em Igreja Assembléia de Deus, na Nicarágua. Segundo investigações, a fogueira foi acesa “a mando de Deus” para um ritual de purificação espiritual. Segundo os fiéis que conduziram o encontro, a jovem estava “possuída” e a fogueira era para “queimar os demônios”.

Vilma Trujillo García foi internada em hospital de Manágua, capital do país, com 80% do corpo queimado, mas não resistiu e faleceu na madrugada de terça-feira.

Fieis presentes no culto afirmaram, ao diário La Prensa, que a ordem de lançar a mulher na fogueira foi dada pelo pastor  Juan Gregorio Rocha Romero, e que outros quatro membros da congregação participaram do ataque.

O “pecado” pelo qual Vilma teria sido condenada a fogueira, segundo o marido Juan Gregorio Rocha Romero, foi o de ter sido estuprada. As autoridades não puderam confirmar o abuso sexual.

Ainda segundo as testemunhas, Vilma foi amarrada e lançada na fogueira, depois, seu corpo carbonizado ainda foi arremessado em um barranco. A vítima ainda estava viva nesse momento.

O caso causou uma onda de comoção e revolta. Juanita Jiménez, membro do Movimento Autônomo de Mulheres da Nicarágua – um dos coletivos feministas mais atuantes no país – cobra das autoridades uma investigação rígida. Jiménez analisa que o caso é fruto de uma sociedade baseada na perigosa combinação de machismo institucionalizado e o fanatismo religioso que, segundo a ativista, é também muito incentivado pelo Estado.

Até o momento, cinco pessoas foram detidas acusadas de envolvimento no crime brutal.